sábado, 20 de agosto de 2011

Crédito facilitado leva estudantes da classe C para intercâmbio no exterior

Programas são parcelados em até dez vezes sem juros.
Jovens veem oportunidade para aprender inglês e progredir na carreira.
Rafael Alves, de 20 anos, vai fazer intercâmbio na Irlanda em janeiro (Foto: Raul Zito/G1)


Entenda a definição das classes*
Classe ARenda familiar acima de R$ 6.329
Classe BRenda familiar de R$ 4.854 a R$ 6.329
Classe CRenda familiar de R$ 1.126 a R$ 4.854
Classe DRenda familiar de R$ 705 a R$ 1.126
Classe ERenda familiar até R$ 705
(*) Fonte: CPS/Ibre/FGV



Rafael vai gastar no total R$ 13 mil com o intercâmbio, incluindo o curso em uma universidade irlandesa, a passagem aérea, acomodação e mais 3 mil euros exigidos pelo programa para ele poder entrar na Irlanda. “Paguei o curso à vista com empréstimo e estou pagando o banco até a data da viagem”, explica o estudante, que vai pagar tudo em oito parcelas com 1,95% de juros ao mês.

Ele já trancou o curso que faz na Faculdade Rio Branco para pode pagar o intercâmbio. Rafael fez ensino médio em uma escola pública do Sesi. Difícil foi convencer os pais, com quem mora no bairro da Freguesia do Ó, Zona Norte de São Paulo, da importância deste intercâmbio para o seu futuro. “Meus pais acham que não é necessário”, afirma Rafael. “Mas vou dar um ‘upgrade’ no meu inglês, os cursos de línguas que fiz no Brasil não foram suficientes.”

Relações internacionaisO intercâmbio na Irlanda permite ao estudante estudar e trabalhar. São seis meses de aula e outros seis com maior liberdade, podendo trabalhar e viajar pela Europa. Gustavo Ferreira da Silva, de 17 anos, também vai para Dublin. O estudante de primeiro ano do curso de geografia da Universidade Federal de Goiânia quer aprender inglês para no futuro trabalhar com relações internacionais em geopolítica.
Gustavo Ferreira da Silva, 17 anos, vai trancar a faculdade de geografia para estudar inglês (Foto: Arquivo pessoal)
Gustavo Ferreira da Silva, 17 anos, vai trancar a
faculdade de geografia 
para estudar inglês (Foto:Arquivo pessoal)


“Estados Unidos e Inglaterra são muito burocráticos nas exigências para o estudante. A Inglaterra exigia quantia muito alta em conta bancária (R$ 20 mil). A Irlanda foi a melhor opção”, afirma Gustavo, que estudou em escola pública no ensino médio.

Gustavo trabalha como vendedor em uma loja de roupas na capital de Goiás. Pretende deixar o emprego no final do ano e fazer o intercâmbio em janeiro de 2012. “Minha mãe viu que ter o inglês será importante para a minha carreira”, afirma.

As agências de turismo que vendem pacotes de intercâmbio afirmam que nos últimos anos cresceu muito a procura de clientes da classe C. “O crescimento do poder aquisitivo permite a este público investir mais em qualificação. Jovem que termina a faculdade percebe que só a universidade não é diferencial, precisa ter segundo idioma. Viu que é acessível passar seis meses estudando em outro país”, diz Marcelo Albuquerque, diretor da IE Intercâmbio.

As empresas estão buscando novas formas de pagamento para facilitar a vida do estudante. Antigamente, o interessado pagava 30% do valor como entrada e tinha que quitar o restante antes da viagem, sujeito a variação cambial. “Agora é possível dividir tudo em dez vezes no cartão com o câmbio do dia da assinatura do contrato, o que facilitou muito para a classe C”, diz Albuquerque.

Aumento da clientela
A Central de Intercâmbio estima que entre 15% e 20% de sua clientela seja da classe C. A agência atende o público desde 2008, segundo o diretor comercial, Jan Wrede. Desde esse período, a empresa oferece financiamento em até 24 vezes, com parcelas entre R$ 100 e R$ 200.

“O maior problema não é muito a questão financeira, mas o desconhecimento de que podem fazer”, disse Wrede. Segundo o diretor comercial, esses “novos consumidores”, como são chamados na agência, precisam de mais ajuda para tirar visto, para passar pela alfândega, comprar passagens e definir destino. “O desafio é tornar nossos produtos mais palatáveis para eles”, disse.

Já a agência Student Travel Bureau (STB) ainda não tem clientes da classe C, segundo a CEO da empresa, Santuza Bicalho. O motivo é que o acesso a vistos de estudante ainda é difícil para esse público, de acordo com Santuza, já que é preciso histórico de estabilidade no emprego, renda e poupança. “A classe C está formando isso agora”, afirmou.
Vinicius Genova vai usar a experiência no exterior em seu trabalho como consultor de turismo (Foto: Arquivo pessoal)
Vinicius Genova vai usar a experiência no exterior em seu trabalho com turismo (Foto: Arquivo pessoal)
Recém-chegado de um intercâmbio de um ano na Irlanda, Vinícius Henrique Genova, de 28 anos, aprimorou seu inglês para trabalhar como consultor de turismo corporativo. No período em que ficou na Europa, viajou para vários países, trabalhou como camareiro em hotéis e conheceu de perto a crise econômica que atinge a Irlanda. Na volta ao Brasil, foi recontratado pela empresa de turismo onde trabalhava.

“Vi que o turismo está mudando. Antigamente, de cada dez pessoas, apenas uma da classe C ou D conseguia viajar para a Europa. Agora qualquer um pode ir”, afirma Vinicius, que estudou em escola pública em Macaubal, e faculdade particular em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. "O intercâmbio foi perfeito para minha carreira, hoje falo inglês com muita naturalidade."

Paulo Guilherme e Fernanda Nogueira

Intercâmbio do Rafa #4: Visto, encontro, materiais turisticos e dicas!






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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

S7 Study conquista Certificação Quality English

O grupo de agências de intercâmbio S7 Study conquistou em julho a certificação Quality English, uma das mais importantes organizações internacionais de reconhecimento de qualidade de escolas de inglês no exterior e agências em todo o mundo. 

A S7 Study, que atua através das empresas Austrália Brasil, Nova Zelândia Brasil, Estados Unidos Brasil e Canadá Travel, é a terceira no país a receber a distinção.

Para receber o selo da Quality English, sediada em Oxford, no Reino Unido, as agências de intercâmbio passam por uma série de avaliações, entre elas satisfação dos estudantes com a empresa e satisfação das escolas com a agência. Nos países de língua inglesa, apenas 46 escolas possuem o certificado. A S7 é representante oficial de oito destas instituições.

“Isso representa o que sempre buscamos desde o início do nosso negócio. Sermos reconhecidos pelo mercado com uma agência de intercâmbio que preza pela qualidade acima de tudo”, afirma César Hanke, sócio-diretor da S7 Study.

O selo Quality English garante um alto nível de qualidade de ensino, de serviço, de instalações e materiais didático e professores com alto grau de qualificação e experiência.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Viaje de trem à moda antiga ou em alta velocidade pela Europa

Ficou para trás o tempo em que viajar de trem era difícil e desconfortável. A tecnologia de ponta dos serviços oferecem comodidade extra aos passageiros e a oferta de tíquetes hoje é tão diversificada que ganha cada vez mais adeptos pela Europa. 

Num cenário em que é preciso praticamente ficar nu para passar pelo esquema de segurança dos aeroportos, viajar sob trilhos se revela uma opção mais prática e prazerosa aos turistas. 

A 300 quilômetros por hora, os trens de alta velocidade diminuíram muito o tempo de deslocamento entre cidades, tornando-se um concorrente incômodo para as companhias aéreas.

 
O resgate da nostalgia em torno do transporte ferroviário também vem a todo vapor, oferecendo mais emoção para quem aproveitar ao máximo suas experiências de viagem. Toda a atmosfera relacionada ao trem resgata um jeito antigo de viajar que realça o espírito explorador. 

Os percursos proporcionam um conhecimento mais abrangente sobre os destinos e permite conferir algumas características ocultas pelas grandes cidades: uma geografia desértica ou montanhosa, plantações e pastagens, vilas, paisagens e rios que cortam um país.

Bolsas de intercâmbio do governo serão de até 870 euros

Alunos terão de fazer estágio no exterior. A partir desta quarta, 250 universidades saberão a quantas bolsas terão direito

A partir desta quarta-feira, dia 17, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) informará a 250 universidades e institutos federais de todo o País o número de bolsas de estudo a que cada instituição terá direito no programa Ciências sem Fronteira (CsF) para enviar alunos ao exterior. As primeiras 2 mil bolsas, das 75 mil prometidas pela presidenta Dilma, são para alunos de graduação.


As bolsas têm valor de US$ 870 (R$ 1400, para Estados Unidos) e 870 euros (R$ 2000, para a Europa), com duração de um ano, e começarão a ser pagas em 2012 após processo de seleção pública no centro de pesquisa. O número de bolsas por instituição foi estabelecido de acordo com o desempenho de cada universidade no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (Pibic) e Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (Pibiti).

Para alcançar a meta de 35 mil bolsas que serão distribuídas pelo CNPq até 2014, a cada seis meses será feita uma nova adição de bolsas. Durante quatro anos, a iniciativa receberá R$ 3,2 bilhões do governo federal.

Na primeira etapa estarão disponíveis bolsas para os cursos de ciências da saúde (como Medicina, Enfermagem, Farmácia, Odontologia, Nutrição); ciências da vida (Biologia, Genética, Bioquímica, Farmacologia); e engenharias e tecnologias (Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica, Engenharia Elétrica – Eletrotécnica). O anúncio das bolsas foi feito nessa terça-feira em Brasília pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Aloizio Mercadante, e pelo presidente do CNPq, Glaucius Oliva.

Estágio será exigido
As áreas escolhidas são consideradas estratégicas pelo governo na chamada “economia do conhecimento”. A intenção é que o País desenvolva mais pesquisas com vista à inovação tecnológica e que o mercado crie produtos de maior valor agregado. Por isso, o pagamento da bolsa prevê que os alunos estudem e pesquisem durante o período de seis a nove meses e que tenham experiência de estágio por pelo menos três meses em laboratórios de tecnologia ou centros de pesquisa de empresas no exterior.

Segundo Mercadante, a exigência do estágio é “para que o jovem volte com o currículo profissionalizado, melhorado”. Em sua opinião, “quem estiver dentro desse programa vai ter um currículo de excelência e certamente as empresas terão todo o interesse em contratar os alunos que estudarem nas melhores universidades do mundo”. Para o presidente do CNPq, a intenção do governo com a exigência do estágio “é que os alunos possam perceber que ciência, tecnologia, pesquisa e desenvolvimento são atividades que podem ser feitas dentro do ambiente empresarial”.

Para o envio dos estudantes, o programa Ciência sem Fronteira selecionou 238 universidades estrangeiras, escolhidas conforme a lista de instituições da Times Higher Education e QS World University Rankings.

A escolha das universidades é responsabilidade das instituições a que os estudantes estão ligados e os estágios deverão ser providenciados pelos alunos. O governo está buscando firmar acordos com empresas estrangeiras para a oferta de estágios, como na área de telecomunicações, petróleo e produção de fármacos.

Têm preferência para participar do Ciências sem Fronteiras os melhores alunos de iniciação científica e tecnológica; que tenham mais de 600 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e sejam premiados em olimpíadas científicas (como matemática e ciências). As bolsas serão concedidas a estudantes que tenham cumprido de 40% a 80% dos créditos do curso. Os créditos feitos no exterior deverão ser reconhecidos.

* Com informações da Agência Brasil

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