segunda-feira, 2 de maio de 2011

Intercâmbio: é possível estudar e viajar sem gastar muito

Não faltam opções. Hoje, é possível arrumar as malas e passar seis meses fora com R$ 1,3 mil e ainda parcelar

"Escolhi o Au Pair por ser mais em conta e por conciliar estudos e trabalho. Além de aperfeiçoar o inglês, viajei bastante com minhas economias. Foi uma experiência incrível, que mudou minha vida", conta a enfermeira Mariana Oliveira Roncato, 26, que passou seis meses nos Estados Unidos.

Fazer intercâmbio é o sonho de milhares de jovens, mas muitas famílias nem pensam nisso, por acreditar que estudar fora do País é algo inacessível para o bolso. Essa realidade, porém, já está ultrapassada, pois hoje há opções de intercâmbio para todos os bolsos. Entre as inúmeras possibilidades, estão programas de cursos de idiomas, ensino médio (conhecido como high school), cursos de graduação, pós-graduação, especialização, trabalho, estágio e trainee.

"Dependendo do caso, o estudante pode hospedar-se em residências estudantis, repúblicas ou na casa de uma família", explica o diretor da agência da IE Intercâmbio no Exterior, Victor Ferreira.

Para a gerente da World Study Educação Intercultural de Vitória, Clara Dável, existem várias vantagens. "A pessoa tem a chance de aprimorar o idioma, conhecer uma nova cultura e  ainda criar uma rede de relacionamentos diferente, com pessoas de várias nacionalidades. Além disso, o intercâmbio pode incrementar o currículo do estudante".

Os programas com preços mais baixos são aqueles que conciliam estudo e trabalho. O Work Experience, que custa em média R$ 3,5 mil, é uma modalidade de trabalho remunerado entre 3 e 4 meses nos Estados Unidos durante as férias. Para participar é preciso ser universitário ou pós-graduando, ter entre 18 e 28 anos e nível intermediário de inglês.

Outra alternativa é o Au Pair, expressão que significa "ao par", ou seja, em termos iguais, intercâmbio em igualdade de condições. É voltado, principalmente, para as jovens de 18 a 26 anos, que moram com uma família e trabalham cuidando das crianças. Em média, custa R$ 1,3 mil. Além de receber pelo trabalho com as crianças, a jovem recebe bolsa de estudos, alimentação, transporte e moradia.

Programa garante viagem para jovens, sem gastar nada

Outra alternativa para quem deseja viajar para outros país sem gastar nada é o programa de intercâmbio cultural Jovens Embaixadores 2012, promovido pela Embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Voltado para estudantes da rede pública de escolas de todo o País, o programa beneficia alunos com viagens de três semanas para os Estados Unidos, com tudo pago.

Podem participar jovens entre 15 e 18 anos que estejam cursando o ensino médio na rede pública, tenham excelente desempenho escolar e boa fluência oral e escrita em inglês. Também é preciso ter perfil de liderança, iniciativa e boa desenvoltura oral, pertencer à camada sócio-econômica menos favorecida e possuir engajamento em atividades de responsabilidade social e de voluntariado há pelo menos um ano.

Os candidatos devem acessar o Facebook dos Jovens Embaixadores para preencher o formulário de inscrição online. Saiba mais no site: www.embaixadaamericana.org.br

Concurso para adolescentes

Outra forma de economizar na hora de fazer um intercâmbio é conseguir uma bolsa de estudos. Aqui no Estado, a World Study oferece a jovens de 15 a 17 anos a chance de estudar fora do Brasil com descontos de até 100% da mensalidade. Para isso, é preciso ser escolhido por meio do Concurso de Bolsas High School, do World Study.

O programa oferece bolsas de estudos de um semestre em um curso equivalente ao ensino médio nos Estados Unidos, Alemanha, Holanda ou Canadá. O desconto mínimo do programa é de 20%.

Os candidatos devem ter bom rendimento escolar, e participarão do processo de seleção, que inclui provas objetivas de conhecimentos gerais e uma redação. Também terão que fazer uma prova de inglês. Para saber mais sobre o concurso acesse: www.worldstudy.com.br

Chance para alunos da rede estadual

Os estudantes da rede estadual também têm a  chance de viajar para fazer intercâmbio. Desde o ano passado, um programa da Secretaria de Estado da Educação (Sedu) oferece bolsas de estudo no exterior para alunos que fazem cursos de inglês nos Centros Estaduais de Idiomas de Vitória, Vila Velha, Cariacica, Serra, Colatina e Cachoeiro de Itapemirim.

Em 2010, o programa ofereceu 6 bolsas de estudo para o Canadá. Na edição de 2011, 20 alunos receberam bolsas de estudo e passaram seis meses no Canadá, Irlanda, Nova Zelândia e África do Sul. Para participar, o aluno precisa ter média mínima de 95 pontos e frequência integral. Também é preciso fazer uma prova, com questões de múltipla escolha em Inglês, além de duas redações, sendo uma na Língua Inglesa e outra em Português.

Oferecido pela Sedu desde abril de 2009, o curso de Inglês tem duração de até 36 meses. Apenas alunos selecionados podem participar.


Allyne Salomão Cunha fez intercâmbio durante seis meses no Canadá

Para Allyne Salomão Cunha, 16 anos, é difícil explicar a experiência de ser selecionada para fazer um intercâmbio de seis meses no Canadá. Aluna da Escola Agenor Roriz, em Coqueiral de Itaparica, Vila Velha, ela recebeu o prêmio pelo excelente desempenho no curso de Inglês do Centro Estadual de Idiomas da Sedu. "Sempre gostei de estudar Inglês e me dediquei muito para concorrer a uma vaga. Fiquei muito feliz, quando consegui. Se meus pais tivessem que pagar por tudo, não teria condições de fazer um intercâmbio".

Em fevereiro de 2010, Allyne e mais cinco colegas foram para a cidade de Winnipeg, com todas as despesas pagas pelo Governo. Lá, frequentaram escolas regulares e se hospedaram em casas de famílias. "Além de aprimorar o inglês, conheci outra cultura. Fiz amigos do mundo inteiro e aproveitei bastante. Agora, já faço planos para fazer outro intercâmbio", finaliza Allyne.

Estados Unidos é o principal destino

O principal país procurado por intercambistas continua sendo os Estados Unidos, por conta da relevância do inglês e das parcerias entre instituições brasileiras e americanas. Porém, nos últimos anos, o Canadá tem atraído cada vez mais estudantes porque, ao contrário dos Estados Unidos, não apresenta tantas barreiras para emissão de vistos.

Outros destinos bem procurados são Irlanda, Austrália, Nova Zelândia e África do Sul. Também recebem brasileiros Alemanha, Bélgica, França e Holanda.

Mas antes de escolher o destino, a pessoa precisa considerar seu perfil e o tempo disponível que possui para viajar. Também é importante pesquisar e conhecer bem o destino desejado.

Intercâmbio Familiar - Faça um intercâmbio em família

Aproveite as férias escolares e a moeda valorizada para embarcar com seus filhos em uma viagem de intercâmbio. Com aulas para cada faixa etária, é possível melhorar o idioma e fazer muitos passeios.

As férias escolares são o momento ideal para fazer o tão sonhado intercâmbio. Além de aprender e melhorar a fluência com professores nativos, é possível conhecer uma nova cultura.Com o Real valorizado, as viagens ao exterior estão com preços mais acessíveis.

O que pode ser uma boa oportunidade para os pais acompanharem os filhos e, de quebra, turbinar o idioma que anda um tanto enferrujado. Alguns programas oferecem cursos para toda a família, com classes para crianças, adolescentes e adultos. Todos os alunos recebem material didático e certificado no fim do curso. No tempo livre, as escolas organizam passeiospara toda a família. Mas nem pense em falar português, ok?

Inglês na Disney
Cursos para crianças a partir de 6 anos e passeios na Disney.
Dá para aprender inglês com muita diversão? Yes, sir, e ainda brincar à beça nos quatro parques da Disney. Os cursos são voltados para cada faixa etária: crianças de 6 a 8 anos, e adolescentes, dos 9 aos 17. As aulas, na parte da manhã, abordam temas relacionados aos passeios que ocorrem à tarde. 

Papais e mamães podem destravar de vez a língua com intensas aulas deconversação – e depois se juntar aos pequenos nos passeios. Para aproveitar ainda mais o tempo livre, os alunos recebem o free pass, que evita as filas nos brinquedos. Todos os alunos ficam hospedados em resorts no próprio complexo. Com o inglês afiado, as crianças nem precisarão mais apertar a tecla SAP para assistir aos desenhos preferidos.

Duração: 2 semanas. 
Carga horária: 20 horas. 

O que inclui: hospedagem no Wall Disney World Resort, com entrada nos quatro parques do complexo e cartão de alimentação diária no valor de US$ 30 nos parques. 

Preço: US$3.070 para crianças e adolescentes de 8 a 17 anos. 
Adultos pagam a partir de US$ 3.215.


Espanhol em Buenos Aires
Para deixar de enrolar no portunhol, é só cruzar a fronteira rumo à Buenos Aires.

Para estudar espanhol, só é preciso cruzar a fronteira e aportar na charmosa capital argentina. São aulas diárias durante um mês. E para vivenciar o idioma em tempo integral, pais e filhos ficam hospedados em casas de famílias portenhas. 

No tempo livre, os alunos fazem excursões aos pontos mais emblemáticos da cidade. Há visitas ao estádio em declive do Boca Junior, aos museus do elegante bairro da Recoleta e às lojinhas de Palermo.

Duração: 4 semanas. 
Carga horária: 20 aulas semanais. 

O que inclui: acomodação em casa de família com meia pensão.

Preço: adolescentes a partir de 12 anos pagam US$ 3 mil. 
Adultos pagam desde US$ 1.185.

Francês em Paris
No tempo livre, a escola organiza city tour e visita aos famosos museus.

Que tal investir em um curso de francês e de quebra conhecer os encantos de Paris? Se o seu filho já está um pouco crescidinho, o intercâmbio em conjunto pode ser uma experiência bem interessante. Como a estadia é em casa de família, é possível treinar o idioma e aprender os costumes locais.

No tempo livre, a escola organiza city tours, visitas aos famosos museus e parques de diversões além de aulas de kart. Os fins de semana são reservados para uma esticadinha até a região da Normandia, no noroeste da França, ou para Amsterdã.

Duração: 2 semanas.
Carga horária: 18 horas semanais. 

Preço: US$ 1.450 para adolescentes a partir de 16 anos e adultos.



Inglês em Londres
Inglês com acento britânico e passeios pela cosmopolita Londres.

Para acrescentar uma dose de sotaque britânico ao inglês, nada melhor que embarcar para a terra da rainha, berço do idioma. Enquanto as crianças arriscam seus primeiros passos na língua mais falada do planeta, depois do mandarim, os pais podem melhorar o currículo profissional. Para garantir imersão total, a hospedagem é em casa de família. O curso dura duas semanas, com aulas na parte da manhã. 

Como a escola fica no centro de Londres, aproveite a tarde para conhecer os cartões postais da cidade como o Big Ben e a roda gigante London Eye. Para dar uma forcinha, a escola organiza passeios e excursões.

Duração: 2 semanas.
Carga horária: 20 horas semanais.

O que inclui: acomodação em casa de família em quarto duplo com café da manhã. 

Preço: a partir de £ 2.050, mais taxa de matrícula de R$ 215. 

Valor de cursos para um adulto e uma criança, de 8 a 15 anos




* Preços pesquisados em abril/2011, sujeitos a alterações. 

Quer saber mais sobre viagem e pegar dicas de promoções? 


Agência: Going Intercâmbio.
Siga a GOING pelo Twitter em @agenciagoing
Telefone: (67) 3042-4472 / 4063-9522.

sábado, 30 de abril de 2011

Dicas para fazer pós-graduação no exterior

Planejamento financeiro e pesquisa de cursos são fundamentais para fazer uma especialização fora do País


Realizar uma especialização no exterior é um projeto que exige, antes dos estudos, bastante pesquisa e recursos financeiros. O ideal é planejar a experiência com pelo menos um ano de antecedência, pois os processos de inscrição e seleção podem demorar meses. As universidades estrangeiras exigem exames de proficiência no idioma, cartas de recomendação, um texto pessoal e a descrição do projeto de pesquisa (exigido para cursos de mestrado de algumas universidades). Toda a documentação precisa ser redigida por um tradutor juramentado na língua do país da instituição.


Além das várias estapas burocráticas, os custos para fazer uma pós no exterior também assustam, embora existam várias oportunidades de bolsa para estudantes estrangeiros. Os interessados podem procurá-las sozinhos, entrando em contato diretamente com as universidades, ou procurar a assessoria de agências de intercâmbio educacional, como a STB e a Central de Intercâmbio, e órgãos oficiais como a Education USA e o British Council – instituições dos governos norte-americano e britânico, respectivamente.

Veja os principais passos para fazer uma pós no exterior:

1- Pesquise a universidade e o curso

O primeiro passo é escolher onde você quer estudar, o país, a instituição e o curso. Pesquise nos sites das universidades, mande e-mails pedindo mais informações sobre as formações e sobre as possibilidades de bolsa. Faça uma tabela com os prazos dos cursos interessantes, os documentos necessários e as bolsas.

Foto: Thinkstock
Estudar no exterior possibilita conhecer pessoas de vários países diferentes

Algumas universidades requerem um pequeno projeto de pesquisa, para quem for fazer mestrado. Neste momento, é importante introduzir o seu tema e mostrar a viabilidade da pesquisa. Mostre que você consegue fazer o que está se propondo. 

Envie o projeto para o departamento responsável e veja quem poderá ser seu orientador. Peça palpites e sugestões a ele, para mostrar interesse no departamento. Sempre procure as publicações do chefe do departamento e leia algumas. Provavelmente é ele que irá responder o seu e-mail depois que você enviar o projeto.

Nas agências de intercâmbio, este processo de pesquisa e contato com as universidades é feito pela empresa. “O estudante preenche uma ficha cadastral com o seu perfil acadêmico e financeiro. Nós fazemos uma pesquisa com as nossas universidades parceiras e devolvemos diversas opções de instituições, programas de bolsa e a lista de documentos necessários”, resume Fabiana Fernandes, diretora de produto da Central do Intercâmbio. Pelo trabalho de assessoria e pesquisa, a agência cobra US$ 200 (cerca de R$ 314).


Onde procurar cursos e universidades:

- Academic Ranking of World Universities - ranking de universidades

- The Good University Guides - guia de universidades

- Times Higher Education - ranking de universidades

- The Economist (guia de MBAs) - guia de MBAs

- Financial Times (ranking de MBAs) - guia de MBAs


2- Documentação

As universidades dos Estados Unidos exigem o Toefl, exame de proficiência em inglês. A taxa de inscrição para prestar a avaliação custa US$ 185 (cerca de R$ 290). No Reino Unido, é necessário prestar o Ielts – a inscrição custa R$ 440 e o exame é aplicado em 9 capitais (veja a lista).

Algumas universidades norte-americanas exigem exames de conhecimentos como o GMAT (Graduate Management Admission Test, exame para alunos de cursos da área de business), que custa US$ 250 (R$ 392) e é válido por cinco anos, e o GRE (teste de aptidão para pós-graduação para as demais áreas, que não o MBA), que custa US$ 190 (R$ 298) e também vale por cinco anos.

É preciso que um tradutor juramentado traduza todos os documentos solicitados. Os principais são: atestado de conclusão do curso ou diploma, histórico escolar, possíveis certificados acadêmicos, como iniciação científica e monitoria prestada na universidade.

Algumas instituições exigem que os documentos assinados (diploma e certificados) sejam reconhecidos por um cartório. Neste caso, o estudante precisa perguntar à universidade em qual cartório os assinantes têm firma reconhecida e realizar o processo.

Para algumas instituições pode ser necessário que o Ministério das Relações Exteriores (MRE) valide os documentos acadêmicos. Neste caso, o estudante deve enviar (ou levar pessoalmente) os documentos a Brasília. É uma forma de o governo brasileiro dizer aos demais países que aquele documento é legítimo. O serviço é gratuito (leia mais no site do MRE).

Após o reconhecimento de firma e a validação do MRE é que os documentos devem ser traduzidos. A tradução juramentada é tabelada e custa R$ 36,90 a lauda (1 mil caracteres sem espaço) para documentos simples e R$ 51,20 a lauda para documentos mais complexos, como textos jurídicos. Muitas vezes o histórico escolar da graduação é considerado um documento complexo e sua tradução pode chegar a R$ 300.
"Em média, os alunos aplicam para cinco universidades americanas e gastam até R$ 3 mil só com o processo seletivo

Quem for se inscrever em mais de uma universidade, precisa de cópias dos documentos traduzidos. Neste caso, o tradutor cobrará 20% do valor da tradução do documento para cada cópia solicitada.

A maioria das universidades pede cartas de referências acadêmicas e profissionais. “Escolha um professor ou empregador que te conheça muito bem. Eles devem dar exemplos concretos dos seus feitos e habilidades”, indica Juliana Pasqual, orientadora do centro de orientação Education USA da Associação Alumni.

Se você tiver alguma publicação acadêmica, não hesite e envie junto com a sua aplicação.


3- Custos

Para fazer um curso no exterior é preciso ter uma reserva financeira para bancar os custos entrar na concorrência. Para os EUA, uma candidatura a uma vaga de pós-graduação custa em torno de R$ 800 – considerando uma avaliação do Toefl, R$ 400 gastos em tradução e a taxa média de US$ 100 (R$ 157) por inscrição.

“Em média, os alunos aplicam para cinco universidades e gastam até R$ 3 mil”, conta Juliana. A Education USA promove o programa Oportunidades Acadêmicas, do governo norte-americano, que banca os custos para estudantes de ótimo rendimento acadêmico e baixa renda.

Um curso de pós-graduação nos EUA ou MBA sem bolsa de estudos custa cerca de US$ 40 mil (R$ 62,8 mil) anuais, segundo estimativa da STB. Como a duração varia de um ano e meio a dois, o estudante terá que desembolsar pelo menos R$ 90 mil apenas com os estudos. Com alimentação e moradia, que variam bastante de uma cidade para a outra, estima-se um gasto de R$ 13 mil anuais.

“No Canadá os preços são mais acessíveis. O curso custa 12 mil dólares canadenses (R$ 19,9 mil) ao ano, e alimentação e hospedagem saem por 9 mil dólares canadenses (R$ 15 mil) anuais”, estima Bruno Seixas, gerente de educação superior da STB.
 
Um curso de pós-graduação nos EUA ou MBA sem bolsa de estudos custa US$ 40 mil (R$ 62,8 mil) por ano

Para Austrália e Inglaterra, a agência oferece parcerias com acomodação. Os custos anuais são de aproximadamente 25 mil dólares australianos (R$ 45 mil) e R$ 60 mil para a Inglaterra.

Algumas universidades oferecem programas de imersão no idioma local em parceria com as agências de intercâmbio. Nestes casos, o estudante viaja três meses antes para se ambientar com o idioma e a vida acadêmica.

Praticamente todas as instituições de ensino exigem o pagamento da anuidade (ou do semestre) do curso antes mesmo do aluno viajar. Por isso é preciso se planejar e ter uma reserva para arcar com os custos.


4- Bolsas

As bolsas de estudos, parciais e integrais, representam a melhor forma de acesso às universidades estrangeiras. Os estudantes podem procurar órgãos oficiais, como a Education USA e o British Council, consulados e as próprias universidades para se informar sobre os programas e as modalidades de auxílio financeiro concedidas a estrangeiros. Órgãos que promovem a educação de outros países prestam consultoria gratuita e ajudam os interessados a conseguir uma bolsa com seu perfil.

Há bolsas de estudo que pagam até a passagem dos estudantes, além de acomodação, anuidade do curso e custos com alimentação, livros e materiais didáticos. No entanto, o benefício é concedido a alunos com potencial acadêmico brilhante e baixa renda.

Para quem não tem um rendimento acadêmico excepcional, nem condições financeiras de arcar com as anuidades dos cursos as agências de turismo indicam o programa norte-americano Idea, que concede bolsas de pós-graduação de 50% a 100% a estudantes estrangeiros. “As mais de 100 universidades participantes não são as ‘tops’, as mais bem conceituadas, como Harvard e MIT, mas oferecem ao aluno a vivência de estudar e morar fora”, diz Fabiana Fernandes, da Central de Intercâmbio.

Em algumas universidades é possível trabalhar no campus, o que ajuda o estudante a se manter nos EUA. Para concorrer ao programa Idea, a agência cobra US$ 2.319 (R$ 3.640) pelo processo de análise acadêmica. Caso o estudante não seja aprovado, o dinheiro é devolvido – exceto US$ 200 gastos com a inscrição e a tradução dos documentos.


Confira os sites de instituições que concedem ou ajudam brasileiros a conseguir bolsas de estudo:

- Fundação Estudar

- Instituto Ling – MBA

- Fundación Carolina

- Comissão Fulbright

- British Council

- Education USA

- Fundação Lemann

- Universia


Quem leva:

- Central de Intercâmbio
www.ci.com.br
(11) 3677-3600

- STB
www.stb.com.br
(11) 3038-1555
 
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/educacao/dicas+para+fazer+posgraduacao+no+exterior/n1300119758629.html

Uniban promove Escola de Altos Estudos sobre ensino de matemática

Entre os dias 4 e 13 de maio, o Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática da Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban), em parceria com a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), promove o curso monográfico da Escola de Altos Estudos Iniciação à Teoria Antropológica do Didático, ministrado pelo professor Yves Chevallard. O curso possui o objetivo de promover o intercâmbio acadêmico-internacional na área de ensino de ciências e matemática.
O foco é a formação de professores e pesquisadores qualificados no país e, com isso, o fomento à produção acadêmica e a formação de recursos humanos pós-graduados na área.

Yves Chevallard
O trabalho mais conhecido do professor Yves Chevallard é A Transposição Didática. A obra deu origem à chamada Teoria Antropológica do Didático (TAD), que oferece uma ferramenta para modelar e analisar uma diversidade de atividades humanas relacionadas com a matemática.

Nesse fundamento, o professor Yves Chevallard desenvolve uma abordagem totalmente nova para a formação de professores, com foco nas necessidades e problemas da profissão, operacionalizada no que ele denomina "clínica para formação", que constitui, cumulativamente, os "arquivos de formação".

Acesse o site do Seminário Internacional de Pesquisa em Educação Matemática (SIEMAT) para mais informações.

EAE
A Escola de Altos Estudos (EAE) consiste em atividade de cooperação acadêmica-internacional na forma de cursos de curta duração. Parte do Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), a EAE se desenvolve com recursos da Capes, que destina até R$ 150 mil para cada curso. O montante é empregado em passagens aéreas, hospedagem e apoio operacional. Todos os cursos são documentados e passam a integrar o acervo da agência.

Os cursos ministrados pelos especialistas estrangeiros têm curta duração e somam créditos para o programa de pós-graduação dos participantes. A Capes incentiva a formação de consórcios entre universidades para ampliar o acesso aos eventos. Quando possível participar via internet ou teleconferência, o curso também deve contabilizar créditos.

Saiba mais sobre a EAE.

(Assessoria de Imprensa da Capes com informações da assessoria de comunicação da Uniban)
 
Fonte: http://www.planetauniversitario.com/index.php?option=com_content&view=article&id=21869:uniban-promove-escola-de-altos-estudos-sobre-ensino-de-matematica&catid=31:cursos&Itemid=67

Intercâmbio internacional revela a importância de programas sociais para a juventude

Mais interesse pelos estudos e integração com a família e a comunidade são alguns dos resultados de projetos destinados a jovens pobres de todo o País

Fazer a primeira viagem internacional e representar a comunidade brasileira nos Estados Unidos foram experiências inesquecíveis para Joele Balbino, de 18 anos. Moradora de Sobral, no Ceará, a estudante embarcou para Washington no início deste ano, juntamente com mais 35 alunos da rede pública de ensino. Eles foram selecionados, em 2010, para a nona edição do Programa Jovens Embaixadores. Na época, Joele era uma das beneficiárias do Projovem Adolescente, coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS).

“Como adolescente, sei que ainda tenho muito que aprender, pois preciso fazer as escolhas certas para alcançar meus objetivos. Foi aí que o Projovem Adolescente entrou na minha vida e me ensinou que um adolescente pode fazer a diferença na sua comunidade, melhorando a sua qualidade de vida”, afirma Joele. Para a jovem embaixadora, a participação no programa rendeu experiências que ela levará por toda a vida: o olhar mais crítico sobre os problemas sociais, a consciência de que cada um pode e deve interferir na construção de melhorias para a comunidade e a certeza de que sonhos se realizam.

Projovem – Destinado ao público de 15 a 17 anos, o Projovem Adolescente é um serviço de convivência e fortalecimento de vínculos. O objetivo é valorizar a convivência familiar e comunitária, possibilitar o retorno ou a permanência dos adolescentes à escola. Isso se dá por meio de atividades socioeducativas nas áreas de música, dança, teatro e informática, capazes de estimular a convivência social, a participação cidadã e a formação geral para o mundo do trabalho.

A experiência no Projovem e no Jovens Embaixadores incentivou Joele para a vida. Neste ano, ela foi aprovada no curso de Administração de Empresas da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). A jovem, que agora cursa o primeiro semestre da faculdade, conta o que fez nos EUA: “Tínhamos oficinas sobre a economia e a política dos Estados Unidos e fazíamos comparações entre o Brasil e os Estados Unidos”.

Na avaliação de Paulo Aquino, da Secretaria Nacional de Assistência Social do MDS, as atividades do Projovem Adolescente, realizadas no contraturno escolar, não reproduzem a sala de aula. Segundo ele, a experiência melhora a integração com a família e assegura a permanência na escola. “O Projovem desperta o espírito protagonista dos jovens como sujeitos de direitos, promovendo a integração com a comunidade e apresentando caminhos para concretizarem sonhos e aspirações profissionais ou vocacionais, seja na universidade ou nas escolas técnicas.”

Marlon Damasceno, de 17 anos, é aluno do terceiro ano do ensino fundamental e mora no município cearense de Cariré. Um dos cursos que pretende fazer na faculdade é o de biologia. Marlon também revela a importância do Projovem Adolescente em sua vida: “Para mim, é gratificante. A gente aprende muita coisa, a debater vários assuntos. A cada dia, há um tema para discutir no Projovem”, afirma. Ele já participou de conversas sobre meio ambiente, drogas e sexualidade, entre outros assuntos. “Os professores são ótimos, capacitados, ensinam a gente a se comunicar. Aprendi a me expressar e a falar”, comemora.

Jovens Embaixadores – Em parceria com o setor público e o privado do Brasil e dos Estados Unidos, o Programa Jovens Embaixadores é uma iniciativa de responsabilidade social da embaixada daquele país. A cada ano, a missão diplomática americana seleciona jovens de 15 a 18 anos. O intercâmbio beneficia, com uma viage m de três semanas, alunos brasileiros da rede pública com excelente desempenho escolar, que falem inglês, pertençam à camada socioeconômica menos favorecida e prestem serviço voluntário, entre outras características.

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Fonte: http://www.pantanalnews.com.br/contents.php?CID=69810

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