segunda-feira, 25 de abril de 2011

Au pair é ótima opção de intercâmbio para quem não pretende gastar muito

Isabele aproveitou a viagem para fazer três cursos de inglês e visitar Londres. Foto: Divulgação
Raquel cuida de quatro crianças e a rotina inclui cozinhar, lavar e passar roupas. Foto: Divulgação
Além de casa e comida, a “babá” tem uma ajuda de custo que varia de acordo com o país e regalias como carro e finais de semana livres, dependendo da família que a recebe

A personagem Leila da novela Insensato Coração, transmitida pela Rede Globo, interpretada pela atriz Bruna Linzmeyer, pode servir de inspiração para jovens universitárias – e universitários, por que não – com vontade de estudar fora do Brasil mas sem muitos recursos para bancar a situação. Quem tem força de vontade para juntar o dinheiro pode investir em estudo, turismo ou um projeto pessoal. A bolsa para um ano beira os US$ 10 mil (cerca de R$ 15,7 mil).

A administradora da International Au Pair Association (IAPA), Simona Dallera, conta que, no mundo, são mais de 170 agências afiliadas que oferecem o programa em 45. A Associação foi fundada de 1994, no Canadá, durante a World Youth and Student Travel Conference (WYSTC) para proteger tanto os interesses das famílias que recebem as Au Pairs quanto a segurança das intercambistas.

“Novas agências continuam a surgir e a demanda por Au Pairs está em crescimento. Com o aquecimento do setor fica mais evidente a necessidade uma regulamentação a nível internacional”.

O programa é destinado a jovens de 18 a 26 anos, mas pode ser estendido até os 30 anos de acordo com o do país. Entre os benefícios, Maia Teresa Martins, diretora regional da World Study, destaca a oportunidade de morar em vários países do mundo pelo prazo de 1 a 2 anos, trabalhar e receber um bolsa para estudos.

“O importante é estar disposta a se dedicar 40 horas semanais a cuidar dos filhos das famílias anfitriãs”, ressalta.

Além de casa e comida, a “babá” tem uma ajuda de custo que varia de acordo com o país e regalias como carro e finais de semana livres, dependendo da família que a recebe.

A bolsa nos Estados Unidos fica em torno de US$ 197 por semana (cerca de R$ 368). Na Europa, as famílias desembolsam de 300 a 370 euros (de R$ 680 a R$ 830) e as nannies têm direito ainda a uma ajuda de US$ 500 (cerca de R$ 780) para ajudar a custear cursos de idiomas ou outras atividades escolares. Até o visto da Au Pair é especial, chama-se J1 e, segundo Maria Teresa, não é difícil de conseguir em função da criteriosa seleção das candidatas.

“É possível encontrar programas com custo de embarque a partir de R$ 790 mais US$ 80, com passagens incluídas”, diz.

Já para Maria José Paiva, supervisora regional da CI, o programa representa para o intercambista uma oportunidade de assimilar a língua e a cultura ao mesmo tempo em que é remunerado.

Segurança – Da mesma forma que as agências brasileiras escolhem as meninas ou os rapazes para enviar para as famílias, as agências dos outros países treinam os candidatos a receber as Au Pair para garantir a segurança das brasileiras em solo estrangeiro.

Quem passou pela seleção e aprovou o programa foi Raquel do Nascimento Gazolla, de 24 anos, que está na Austrália e cursa o último ano do Bacharelado de Música e História da Arte na Universidade de Sydney. Ela conta que quando terminou o ensino médio começou a procurar maneiras de conciliar estudo e trabalho fora do país e acabou por descobrir o Au Pair.

“Vou ser sincera, sair de casa com 19 anos, uma mala na mão e conhecimento básico de inglês não foi fácil. Várias vezes pensei em voltar para casa, mas respirava fundo e continuava minha caminhada”.

Na família Au Pair de Raquel eram quatro crianças: Jack, Charlie, Henry e Thomas. A rotina inclui levar e trazer da escola, lavar roupa, passar, cozinhar, arrumar o quarto das crianças, ajudar com dever de casa ou levá-los para fazer esporte.

“A mãe estava sempre em casa comigo e dividíamos as tarefas”, acrescenta.

Já Isabele Mendes, de 23, estudante de Letras, conheceu o programa através de uma prima que estava em Nova Iorque.

“Amadureci muito, me tornei mais responsável, com uma visão de mundo mais ampliada, aprendi a conviver com a saudade e superar desafios e dificuldades, além de melhorar a fluência na língua inglesa”.

Isabele destaca que, no entanto, é preciso ter flexibilidade e muita compreensão.

“Eu tinha dificuldade com a questão da comida, cheguei até a emagrecer pois odiava a comida americana”.

Durante o período de Au Pair, ela fez três cursos de inglês. Para Isabele, a bolsa podia ser maior em função dos padrões dos países onde moram.

“É preciso saber poupar e administrar o dinheiro. O bom é que a família fornece alimentação e moradia. A minha pagava até a gasolina do carro, então dava pra fazer o dinheiro render”, revela.

Ela conseguiu poupar o suficiente para fazer uma viagem para a Europa durante os dias de férias, acompanhada do noivo. Eles visitaram Londres, Paris e Amsterdam.

“Foi incrível. Um sonho realizado. Se eu estivesse no Brasil seria muito mais difícil poupar e planejar uma viagem dessas”, resume.

Para participar da seleção

Para ser Au Pair é preciso ter fluência no idioma do país para onde a pessoa pretende viajar, comprovar experiência de trabalho com crianças, apresentar certidão negativa de antecedentes criminais e tirar, no Departamento Nacional de Trânsito (Detran), a carteira de habilitação com licença internacional para dirigir.

As empresas brasileiras filiadas à International Au Pair Organization (Iapa) são World Study Brazil (www.worldstudy.com.br), C.I. (www.ci.com.br), Cultural Care Au Pair Brazil (www.culturalcare.com.br) e Student Travel Bureau (www.stb.com.br). O endereço do Iapas é o www.iapa.org.

Os sites das recrutadoras estrangeiras, onde os interessados podem esclarecer suas dúvidas, recomendados pelas empresas que comercializam os programas são:

EUA - Au pair care - www.aupaircare.com
França - Solutions - www.aupairsolution.com
Áustria - Au Pair Áustria - www.aupairaustria.at
Holanda - Travel Active - www.travelactive.nl
Alemanha - Multikultur - www.multikultur.info


O FLUMINENSE
Por: Simone Schettino 24/04/2011

Evento tira dúvidas sobre intercâmbio

O encontro Laureate international Fair 2011, será realizado pela Faculdade Guararapes e contará com representantes instituições de ensino de outros países

Acontece nesta terça-feira (26), na Faculdade dos Guararapes (FG), em Jaboatão dos Guararapes, o evento Laureate international Fair 2011. O encontro reunirá representantes de universidades da rede espalhadas pelo mundo e será uma oportunidade para os estudantes de graduação conhecerem melhor as diversas instituições estrangeiras e se informarem sobre cursos de verão e pós-graduação nas universidades do exterior. Estudantes de outras faculdades também poderão comparecer ao evento.

Segundo a organização, para o evento virão representantes do Instituto Superior de Línguas e Administração (Portugal), Business and Information Technology School (Alemanha), Universidad Andres Bello (Chile), Universidad Peruana de Ciencias Aplicadas (Peru), Universidad del Valle de Mexico (Mexico), Universidad Europea de Madrid (Espanha) e da Santa Fe University of Art and Design (Estados Unidos).

Para alunos de qualquer instituição da Rede Laureate que quer fazer intercâmbio, o diferencial será o preço da mensalidade. Ele vai pagar o mesmo preço do Brasil, mais barato que o dos outros países.

International Fair

Dia: 26 de abril, a partir das 19h
Local: Faculdade dosGuararapes (Rua Comendador José Didier, 27 - Piedade Jaboatão dos Guararapes)
Outras informações: (81) 3461-5545


domingo, 24 de abril de 2011

Pacotes Disney Intercâmbio 2011 Vestibulinho da Disney

Já pensou em ter como colega de serviço o Pateta, a Minnie e outros personagens dos desenhos animados?

Dezenas de jovens vivem todos os anos a experiência de trabalhar durante alguns meses no mundo encantado do Mickey. Como?

Fazem inscrição no International College Program e torcem para passar no concorrido e difícil processo de seleção. "Brinco que é o vestibulinho da Disney, pois há exigências", diz Frederico Morais, gerente de intercâmbios de trabalho da STB, empresa responsável pelo programa no Brasil.

Para começar, é preciso ter a partir de 18 anos (completados a partir de 1º de agosto do ano da viagem) e estar matriculado entre o 2º e o penúltimo período na faculdade. "Além disso, a pessoa deve ser alegre, comunicativa e ter muita vontade", complementa o gerente, que explica que a Disney analisa também cada perfil físico, levando em consideração, inclusive, se há piercings e tatuagens à mostra. É preciso ter um visual mais clássico para ser escolhido.

Também é necessário mandar bem no inglês, mas para Frederico Morais se o candidato for perfeito em todas as outras características é possível conversar a respeito. "Aconselho a todo mundo, pelo menos, tentar. Mesmo quem não está tão seguro assim com o inglês."

Para participar é preciso ficar bem atento às datas de inscrição, que, por sinal, já estão abertas (basta preencher ficha no site www.stb.com.br), e participar das palestras obrigatórias oferecidas pela empresa. O evento está marcado para rolar no dia 16 de maio, às 10h e às 19h, no teatro do Colégio Santa Cruz (Rua Oboró, 277), em Sampa. "É bom chegar horas antes. Quem fica de fora não consegue a senha e precisa esperar até o próximo ano."

Caso o candidato seja selecionado, participa de uma entrevista de 20 minutos com recrutadores da Disney. A média é de dez pessoas por vaga.

Os escolhidos precisam pagar as passagens aéreas, seguro-saúde e assistência médica internacional, além de levar uma graninha para os primeiros dias. Dependendo do cargo, é possível ganhar de US$ 7 a US$ 8 por hora. Entre as atividades, estão trabalhar nos hotéis, restaurantes e lojas, ser assistente dos personagens e até salva-vidas nos parques aquáticos. "Tudo vai depender do candidato", conclui o gerente. A viagem acontece de novembro a março.

Experiência para lembrar por toda a vida

Para Julio Cesar Galache, 19 anos, de Santo André, a viagem a trabalho na Disney resume-se em apenas uma palavra: maravilhosa. O estudante de Administração, que voltou no fim de fevereiro, trabalhou durante quase três meses em uma loja dentro do parque Epcot Center.

"É inexplicável a sensação de ter contato com pessoas de várias partes do mundo. A experiência ajudou a amadurecer também." Julio dividiu o apartamento com outros sete jovens, incluindo um colega de Santo André.

Em geral, ele trabalhava durante seis horas, mas como queria juntar grana fez hora extra. No fim das contas, voltou com as malas cheias de compras e muita história para contar, além do inglês e espanhol afiadíssimos. "Conheci todos os parques, além de ir a várias festas. No fim do programa teve até uma em nossa homenagem." O problema, segundo ele, são os quilinhos a mais que todo mundo ganha. "No começo, a opção é fast- food, mas depois a saída é cozinhar a própria comida."

Mais do que diversão, o estudante conseguiu turbinar o currículo. "Já notei que todo mundo valoriza a empresa Disney. E realmente: o diferencial de lá é a exaltação do turista e também do funcionário." Segundo Julio, que já visitou os parques como turista, quem vive os bastidores tem a oportunidade de conhecer um lugar ainda mais legal. "Adorei mesmo a experiência."

Para mais informações ligue: 3038 - 1551.

Oportunidade de intercâmbio estudantil no Canadá

A Rede Marista de Educação estabeleceu convênio com a Columbia International College of Canada, uma das mais prestigiadas escolas canadenses.

A parceria é fruto de uma missão educacional ao Canadá, ocorrida em fevereiro de 2011, da qual participaram os gestores e representantes da Rede Marista de Educação.

Por meio do convênio, de 17 de julho a 15 de agosto de 2011, os estudantes maristas do Ensino Médio poderão participar de um programa de intercâmbio cultural no Canadá. A ênfase será no estudo da Língua Inglesa, além de formação de lideranças e atividades culturais em nove cidades canadenses.

A partir de 2012, o intercâmbio será voltado especificamente para estudantes do 1º ano do Ensino Médio.

Para apresentar às famílias e aos estudantes essa grande oportunidade internacional de novas aprendizagens, as escolas estão realizando reuniões locais até o dia 26 de abril.

sábado, 23 de abril de 2011

Abertas inscrições para bolsas de curso de inverno de alemão avançado na Alemanha


O Serviço Alemão de Intercâmbio Acadêmico (DAAD) abriu inscrições para a seleção de bolsistas para Curso de Inverno de Língua e Cultura Alemãs (Hochschulwinterkurs) na Alemanha. Os interessados devem se inscrever até 14 de junho. Para concorrer a uma das bolsas é necessário ser brasileiro, estar matriculado em um curso de graduação (sexto período concluído até o fim de 2011) ou de mestrado, ter média igual ou superior a 8 e nível intermediário de conhecimento do idioma alemão (certificado do teste OnDaF).

O edital com as informações detalhadas sobre os requisitos, o funcionamento do programa e dados de contato para esclarecimento de dúvidas estão no site do DAAD (http://rio.daad.de/shared/graduacao.htm#winterkurs). Os cursos deverão ser realizados em Colônia, Düsseldorf, Essen, Freiburg e Leipzig. O valor total da bolsa é 2.625 euros, com o qual o estudante financiará despesas do curso, do alojamento, da passagem aérea e de alimentação. O DAAD custeia o seguro-saúde.

Na edição 2011 do Hochschulwinterkurs foram selecionados 120 estudantes. Quarenta e uma bolsas foram concedidas para alunos de instituições de São Paulo, seguidos por 15 do estado do Rio de Janeiro. Pará, Ceará e Rio Grande do Sul foram contemplados com nove cada. A instituição com mais alunos selecionados foi a Universidade de São Paulo (USP), com 20 representantes. Em seguida, aparece a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com nove. As bolsas foram destinadas a 62 estudantes mulheres e a 58 homens. As cinco áreas mais presentes foram direito (26 dos selecionados), letras (19), engenharia (9), filosofia (9) e medicina (7).

O DAAD é a maior organização de intercâmbio acadêmico e científico do mundo, com orçamento superior a 300 milhões de euros e mais de 57 mil fomentados (alemães e estrangeiros) anualmente. Em estudo divulgado em março de 2011 pelo British Council, as universidades alemãs foram consideradas as mais internacionalizadas do mundo.

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